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Ora vejamos:
A D. Nereida joga ao Euromilhões com o útero, o que não é grave, não fosse discriminatório. Nós também queremos um filho do Ronaldo até ao fim do ano, melhor, até ao fim do mês ou da próxima semana, escolha ele que não temos problemas...

SÓCRATES volta a demonstrar mais um talento. Acompanhou a cirurgia do irmão, passando bisturis e cataplasmas ao doctor Caniñas Kike Maribelus e, se não fosse Sócrates, coitado do mano.

A seguir, temos um silogismo.
Isto que o SOL noticia só aconteceu...

Porque na PJ estavam ocupados com o que o EXPRESSO anuncia:

Que belo País, não é?
Por Perez Biltre.
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Scarlett Johansson says she doesn’t believe in monogamy — that people weren’t meant to be with just one person.
Por Perez Biltre.
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Por Conde Estável.
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Por Conde Estável.
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Por Perez Biltre.
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Perceberam os sauditas, agora?
O atentado não era só este.
Por Perez Biltre.

Por Perez Biltre.
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No dia 17 de Novembro de 1993, após a derrota com a Itália (0-1) que afastou Portugal do Mundial de 1994, ainda no relvado e enquanto se dirigia às cabinas, disse Carlos Queiroz, seleccionador de Portugal: 'É preciso varrer a porcaria que há na Federação. Há muita coisa para mudar.'
Por Perez Biltre.
- Sabes qual foi a maior invençao depois da roda quadrada? - Hmmmnão! - A roda triangular. - Hmmm! Hãnh! Quê o quê??? - É menos um solavanco a cada volta.Por Cardeal Pum Pum.
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A ideia de que o casamento deve ainda ser regulado pelo Estado está serôdia.
Senão vejamos: a essência da regulamentação apenas serve para quando há desacato: existe assim uma letra contratual entre as partes para decidir sobre os móveis, a casa e, finalmente, os filhos. Sobre o casamento em si, nada. O Estado ainda inventou cinco deveres que dois cidadão que demonstrem vontade de casar devem cumprir. FYI, ei-los:
- Dever de Respeito: respeitar o outro cônjuge é não lesar a sua integridade física ou moral, o seu bom nome, dignidade, honra, etc;
- Dever de Fidelidade: dedicação exclusiva e sincera. Envolve a proibição de qualquer dos cônjuges ter relações sexuais com terceiro (adultério);
- Dever de Coabitação: obrigação que os cônjuges têm de viver em comum, sob o mesmo tecto e também de manterem relações sexuais. Traduz-se na comunhão de mesa, leito e habitação;
- Dever de Cooperação: obrigação de socorro e auxílio mútuos e a de assumirem em conjunto as responsabilidades inerentes à vida da família que fundaram;
- Dever de Assistência: obrigação de prestar alimentos e de contribuir para os encargos da vida familiar que incumbe a ambos os cônjuges, de harmonia com as possibilidades de cada um.
- Ora, todos estes direitos nascem de uma noção clara de culpa e faz com que o Estado se imiscua na vida privada de cada um. O dever de respeito não deve ser regulado num casamento. Deve ser regulado na sociedade entre cidadãos. Todos devem respeito a todos. Por isso, este dever é desnecessário por estar já consagrado na constituição.
- O dever de fidelidade é uma clara herança religiosa. A fidelidade, aliás, deveria ser substituída pela lealdade. E a lealdade devida de cada cidadão sobre si mesmo. O Estado não pode obrigar ninguém a amar eternamente outra pessoa. Não pode, nem deve. Os cidadãos de um estado livre devem poder amar quem querem. Resultado: a fidelidade não é um princípio, é um ponto de chegada. E só depois de muita vida em comum é que se perceberá se houve ou não dedicação exclusiva. Mas os tribunais não julgarão a paixoneta eterna que Jorge teve pela vizinha, toda a vida, sem que tenha havido qualquer tipo de relação sexual entre eles. Este direito é, por isso, inapreciável. Logo, dispensável em si mesmo.
- O direito de coabitação é forçado, uma vez que se o companheiro for parar ao quadro de supranumerários e destacado para a Guarda, a coabitação vai-se no momento em que se tentam equilibrar finanças. Em qualquer profissão liberar, de médicos a agentes de autoridade ou académicos, a coabitação tem nuances interessantes: que coabitação resta a um casal que trabalha por turnos? Resultado: a coabitação deve ser uma possibilidade, uma vontade, não uma obrigação legal. Não faz sentido alguém pedir um divórcio só porque o marido foi colocado como obstetra num Hospital a 300 quilómetros. Ou porque o marido não vê a mulher porque esta é assistente de bordo.
- Os direitos de cooperação e assistencia são, basicamente, o mesmo - o dever de solidariedade, de amizade com a outra pessoa. Ora, se duas pessoas se juntam porque se apaixonaram, porque se amam, não haverá duvidas de que a cooperação e assistência estão asseguradas. E a cooperação e assistência devem, como o respeito, existir em todas as relações sociais.
- No fundo, o Estado substituiu-se às confissoes religiosas e assumiu um sacramento de forma laica.
- É necessária a regulação de bens e dos destinos das crianças. Mas nem a primeira nem segunda lei estão feitas com razoabilidade. Os bens normalmente têm donos falsos ou dão azo a discussões imbecis, e a lei para os menores é feita a pensar nos adultos, não nas crianças.
- Em resumo, o Estado devia rever o seu papel de abelhudo no casamento. Pura e simplesmente, devia retirar-se do casamento, deixar isso para os sacralizantes movimentos católicos, protestantes, etc, e remeter-se à sua obrigação. Ninguém ama por decreto por muito que se balizem os cinco sentimentos (deveres) fundamentais de quem casa.
- O casamento religioso, esse sim, apesar de na sociedade moderna valer pela festa e pelo rito, deve ganhar força. Casar perante Deus, ou Deuses. Faz sentido se se tem fé. De resto, se eu quiser viver a minha vida inteira com um apara-lápis e com ele casar-me e se, no Chiado, abrir uma igreja que me permita casar (simbolicamente, como todos os casamentos, claro), com o apara-lápis, devo ser livre de o fazer.
- O Estado deve regular direitos e deveres dos cidadãos. Não dos cidadãos apaixonados. Não faz sentido. Fica a proposta: acabe-se com o casamento civil, floresçam os casamentos rituais. E ponha-se fim a essa conversa sem sentido dos casamentos entre homossexuais, etc. Está velha, é conservadora e anacrónica.
Por Perez Biltre.
